Muitas
empresas tratam posicionamento como parte da comunicação. Ajustam slogan, mudam
identidade visual, contratam tráfego e acreditam que estão “reposicionando” a
marca. Não estão. Posicionamento não é marketing. É decisão estratégica.
Al Ries e
Jack Trout, que popularizaram o conceito no livro Positioning: The Battle
for Your Mind, afirmam que posicionamento não é o que você faz com o
produto, mas o que você faz na mente do prospect. A frase
clássica deles é: “Positioning is not what you do to a product. Positioning is
what you do to the mind of the prospect.” Isso muda tudo. Posicionamento é ocupar um espaço
mental específico, claro e defensável.
Quando
uma empresa não decide qual território quer ocupar, ela deixa essa decisão nas
mãos do mercado. E o mercado costuma decidir com base em preço.
Kevin
Lane Keller reforça que a força da marca depende das associações que existem na
mente do consumidor. Ele define brand equity
como “the differential effect of brand knowledge on consumer response to the
marketing of the brand”. Quando o
posicionamento é claro, o marketing funciona melhor. Quando é difuso, o
marketing vira esforço compensatório.
É por
isso que, na ARQUIMARCA, posicionamento é tratado antes de qualquer ação de
comunicação. Não começamos perguntando “qual canal usar”. Perguntamos “qual
decisão estratégica foi tomada”. Para quem a empresa quer ser a melhor escolha?
Qual promessa sustenta essa escolha? Em qual território ela quer dominar?
Sem essa
decisão, marketing vira volume. Com essa decisão, marketing vira amplificação.
Michael
Porter, ao falar sobre estratégia competitiva, deixou uma frase que também se
aplica ao branding: “The essence of strategy is choosing what not to do.”
Posicionamento é isso. Escolher. Excluir. Definir limites. Empresa que tenta
agradar todos raramente vira referência para alguém.
SEO,
tráfego, redes sociais e campanhas só funcionam plenamente quando a base está
organizada. Branding estruturado dá coerência ao crescimento. Posicionamento
orienta produto, comunicação, experiência e até política de preço.
Empresas
que entendem isso deixam de perguntar “como vender mais” e passam a perguntar
“como ser a escolha lógica”.
Na ARQUIMARCA,
posicionamento não é uma frase criativa. É arquitetura estratégica. É decisão
empresarial que organiza identidade, proposta de valor e narrativa. É o que
permite que a marca influencie decisão e reduza dependência de desconto.
Marketing
comunica.
Posicionamento decide.
E decisão
estratégica é o que transforma marca comum em marca inevitável.
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