Muitas empresas acreditam que o maior risco está em investir demais. Na prática, o maior custo costuma estar em não decidir com clareza.
Falta de
clareza estratégica não aparece imediatamente no balanço. Ela se manifesta em
sintomas: guerra de preço, retrabalho de comunicação, campanhas que não
convertem, equipe desalinhada e crescimento instável. Branding mal estruturado
gera desperdício invisível.
Michael
Porter sintetiza a essência da estratégia com uma frase direta: “The essence of strategy is choosing what not
to do.” Quando a empresa não escolhe seu território, ela tenta fazer tudo.
E ao tentar atender todos, dilui foco, identidade e diferenciação.
No campo do branding, Kevin Lane Keller define brand equity como “the
differential effect of brand knowledge on consumer response to the marketing of
the brand”. Quando
não há clareza estratégica, o conhecimento de marca é fraco ou inconsistente.
Isso significa que cada nova ação de marketing precisa compensar a ausência de
posicionamento. O custo de aquisição aumenta. A eficiência cai.
Esse é o
primeiro custo da falta de clareza: marketing mais caro.
O segundo
custo é margem comprimida. Warren Buffett costuma associar bons negócios à
capacidade de aumentar preços sem perder clientes. Se a sua empresa precisa
constantemente justificar preço ou conceder desconto, a percepção de valor não
está consolidada. Sem posicionamento estratégico claro, o mercado compara você
como commodity.
O
terceiro custo é cultural. Equipes que não entendem claramente qual é o
território da marca tomam decisões desconectadas. Comunicação diz uma coisa,
atendimento entrega outra. Produto evolui em direção diferente da promessa.
Incoerência enfraquece reputação.
David
Aaker descreve brand equity como um conjunto de ativos ligados à marca que
adicionam ou subtraem valor ao negócio. Falta de clareza estratégica não é
neutralidade. É passivo. É valor que deixa de ser construído.
É por
isso que branding não é apenas comunicação. É estrutura de decisão.
Na ARQUIMARCA,
clareza estratégica é o ponto de partida. Antes de falar em campanha,
organizamos posicionamento, proposta de valor e diferenciação real. Antes de
ampliar canais, definimos território. Antes de escalar marketing, consolidamos
identidade.
Clareza
reduz risco. Reduz desperdício. Reduz dependência de desconto. Reduz improviso.
Empresas
que crescem sem essa base aumentam faturamento, mas ampliam fragilidade.
Empresas que constroem branding com método transformam estratégia em ativo.
O
verdadeiro custo de não ter clareza estratégica não é apenas financeiro. É
perder a oportunidade de se tornar referência. E referência não nasce de
tentativa. Nasce de decisão arquitetada.
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