Se a sua empresa é boa, trabalha duro e ainda assim não é lembrada, o problema raramente é “falta de post”. Normalmente é falta de memória de marca. Em branding, ser lembrado não é carisma. É construção.
Kevin Lane Keller define brand equity baseada no cliente como “the
differential effect of brand knowledge on consumer response to the marketing of
the brand”. Em
português claro: quando a marca existe com força na mente do mercado, o mesmo
marketing rende mais. Quando não existe, cada venda exige mais insistência,
mais explicação e, muitas vezes, mais desconto. É por isso que, na ARQUIMARCA, branding começa antes da
estética. Começa organizando posicionamento, proposta de valor e as associações
que precisam virar memória.
Um
segundo ponto pouco entendido é que lembrança depende de contexto. Byron Sharp e Jenni Romaniuk definem “brand salience” como “the
propensity of the brand to be noticed or come to mind in buying situations”.
Ou seja,
a sua marca precisa aparecer na cabeça do cliente no momento de compra, não só
em momentos de entretenimento. É aqui que muita empresa confunde atenção com
lembrança. Ganha curtidas, mas não ganha lugar mental.
Então por
que sua empresa não é lembrada?
1) Seu
posicionamento é genérico.
Se você soa como “qualidade, confiança e bom atendimento”, você vira categoria,
não marca. A ARQUIMARCA trabalha
posicionamento como decisão de território: para quem você é a melhor escolha e
por quê. Foco cria memória.
2) Sua
proposta de valor não tem frase central.
Se ninguém consegue repetir em uma frase o que você entrega de melhor, você não
é lembrado. Em branding, clareza vence criatividade.
3) Seus
sinais distintivos não são consistentes.
Marcas fortes têm códigos que disparam reconhecimento. Jenni Romaniuk mostra a
importância de “distinctive assets”, sinais que ajudam o cérebro a identificar
a marca rapidamente. Na ARQUIMARCA, isso vira sistema: identidade verbal e
visual com regras para repetição, não um design bonito solto.
4) Sua
experiência não confirma sua promessa.
Se o atendimento, o processo e o padrão não sustentam o discurso, a mente do
cliente não consolida confiança. Branding é coerência.
Como
corrigir isso com método, do jeito que a ARQUIMARCA pensa?
- Defina um posicionamento que
exclui o genérico e assume um território.
- Escreva uma proposta de
valor que um cliente consiga repetir.
- Crie e repita ativos
distintivos de forma disciplinada.
- Alinhe experiência,
atendimento e oferta à promessa.
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